Se origina do ectomesênquima odontogênico. Exibem uma grande semelhança microscópica com a porção mesenquimal de um dente em desenvolvimento. Todos os mixomas dos ossos gnáticos são atualmente considerados como sendo de origem odontogênica.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS  E RADIOGRÁFICAS 

Predominantemente encontrados em adultos jovens, mas podem ocorrer em um grupo com ampla faixa etária. A idade média para os pacientes com mixoma é de 25 a 30 anos. Não há predileção por gênero. A mandíbula é acometida mais comumente do que a maxila. Em alguns casos, o crescimento clínico do tumor pode ser rápido, o que provavelmente está relacionado ao acúmulo de substância fundamental mixoide  no tumor. 

Radiograficamente, se apresenta como uma lesão radiolúcida uni ou multilocular, que pode deslocar ou causar a reabsorção dos dentes na região do tumor. As margens da lesão radiolúcida são frequentemente irregulares ou festonadas. O defeito radiolúcido pode conter trabéculas delgadas insignificantes de osso residual, que frequentemente se arranjam em ângulos retos umas com as outras. Podem apresentar o padrão radiolúcido em “bolhas de sabão”.

 

 

CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS

O tumor é composto por células casualmente arranjadas de formato estrelado, fusiforme ou arredondado, em um estroma abundante, frouxo e mixoide, que contém somente algumas fibrilas colágenas. Pequenas ilhas de restos epiteliais odontogênicos de aspecto inativo podem ser evidenciadas dispersas na substância fundamental mixoide. 

 

 

Um mixoma pode ser confundido microscopicamente com outras neoplasias mixoides dos ossos gnáticos, tais como o raro fibroma condromixoide ou o neurofibroma mixoide. O fibroma condromixoide deve exibir áreas de diferenciação cartilaginosa, enquanto o neurofibroma mixoide tende a apresentar células dispersas na lesão, positivas para anticorpos contra a proteína S-100. Alterações mixoides em um folículo dentário aumentado ou a papila dentária de um dente em desenvolvimento podem ser microscopicamente semelhante a um mixoma. Avaliação dos aspectos clínicos e radiográficos, no entanto, evitará o diagnóstico errôneo de um mixoma nessas situações.

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 

 

 

Pequenos mixomas são tratados, geralmente, através de curetagem, no entanto, reavaliação cuidadosa deve ser feita periodicamente durante pelo menos 5 anos. Para lesões maiores, ressecções mais extensas podem ser necessárias, uma vez que os mixomas não são encapsulados e tendem a infiltrar o osso adjacente. A remoção completa de um tumor com grandes dimensões através de curetagem normalmente é difícil de se conseguir, e lesões da maxila é difícil de se conseguir, e lesões da maxila posterior, em particular, deveriam ser tratadas mais agressivamente 25% são relatadas em vários estudos. A despeito das recorrências locais, o prognóstico é bom e metástases não são observadas. 


Referências Bibliográfica

NEVILLE, B.W.;ALLEN,C.M.; DAMM,D.D.;et al. Patologia: Oral & Maxilofacial. 3ª Rio de Janeiro: Saunders Elservier